sexta-feira, julho 28, 2006

A TEORIA DA COMUNICAÇÃO.

Prof. Gustavo Alex Faria Custódio[1]


1.1. Comunicação e símbolos

Quando se fala em símbolos deve-se lembrar a arte de associar um objeto a algo (seja palavra, música e etc).

O ser humano em seus primórdios tinha a habilidade de reproduzir os objetos em paredes de cavernas, uma espécie de escrita antiga. Hoje o homem faz esse mesmo tipo de associação pela máquina fotográfica digital e pela imagem captada pelas câmeras de vídeo minúsculas.

Ao olhar uma imagem reproduzida é de interesse dos propagadores que ela seja captada com facilidade. Um exemplo disso é a propaganda das pilhas duracell, onde um coelho percorre todo o trecho e vence a corrida porque a sua pilha possuí maior durabilidade enquanto que o outro coelho tem sua energia consumida rapidamente.

1.2. Comunicação verbal

A arte do diálogo é uma das mais antigas e eficientes métodos de comunicação, sempre buscando a clareza, concisão e o entendimento.

É de interesse global que a comunicação verbal não seja feita por alguém sem o domínio da língua (idioma), muito da eficácia depende da expressão clara.

Neste tipo de comunicação devemos levar em conta alguns princípios:
A quem falo?
O que falo?
Porque falo?

A importância de conhecer o público a quem se fala é enorme, se falo a um grupo de teólogos como falo a minha igreja, provavelmente haverá desinteresse. Deve haver um preparo cuidadoso para cada grupo de pessoa que irei falar. Ex:

Teólogos – linguajar técnico, pressuposto de conhecimento do assunto, alvo de especialização;
Igreja – linguajar simplificado, qualidade informativa, alvo: expor explicativamente para que haja compreensão.

O conteúdo da exposição deve ser cuidadosamente estudado, uma das dificuldades a se enfrentar é quando a platéia é mista. Ex:

Médicos, empregadas, funileiro, advogados (os universitários formados são diferentes em conhecimento de alguém que possua o 1º grau incompleto ou completo).

Por mais que o assunto seja uma novidade para todos, o nível do vocabulário não é. O preletor deve dominar muito bem o vocabulário a ponto de fazer uma ponte em cada termo, dizer o que é novo e explicar o seu significado (partindo do pressuposto que todos devem entender).

Para notar a dificuldade enfrentada pelo público quando o Preletor usa termos desconhecidos ao meio originário da platéia, procure ir a um encontro de assunto que não há domínio da sua parte. Claro que a compreensão ficará prejudicada.

Quando se procura um simpósio ou uma conferência para assistir o mínimo que se espera é o domínio do assunto. Quem palestra deve estar consciente do porque mencionar o que será falado:

Qual a necessidade desta informação?
Isto é de interesse do público ou será uma forma de mostrar como sou um gênio?

Procure na comunicação verbal utilizar:

Métodos de interesse;
Deixe o outro se expressar;
Seja flexível e
Domine o público.

1.3. Comunicação e expressão

A expressão que se quer enfocar aqui é a “corporal”, seja através da dança, de gestos, da projeção física e outras.

É agradável: 1 – Gestos coerentes;
2 – Entonação na voz;
3 – Ser bem humorado;
4 – Dançar com leveza e
5 – O sorriso.

É desagradável: 1 – Gestos espalhafatosos;
2 – Gritar;
3 – Ser palhaço;
4 – O excesso de malabares e

Quando se olha uma apresentação de dança percebe-se o poder contagiante que há neste tipo de expressão. O corpo de balé treina durante anos para atingir a perfeição de seus passos e a sincronia dos parceiros. No improviso da dança casual se percebe como é agradável dançar com quem conduz com firmeza e leveza.

A mensagem da dança é expressa de maneira eficaz quando atinge o alvo; transmitir a mensagem.

A mesma questão é vista na projeção corporal e nas expressões da face. Um bom ator consegue passar de um momento de felicidade, para tristeza e para o ódio, tendo de demonstrar isso com a expressão de um recurso que todos possuem, o corpo.

Quando se fala a público dizemos com o corpo parte da mensagem que desejamos transmitir. Ficar amoado atrás de uma mesa, colocar a mão no bolso, inquietação, caminhar de um lado para o outro e outros tiques nervosos.

Para se perceber a importância da expressão corpórea mesmo na representação gráfica leia se puder um gibi e observe a postura dos personagens, leia uma revista de moda e observe os modelos e outros recursos enriquecedores.

1.4. Comunicação e a Prática do Marketing

Vender, vender, vender e vender. Qualquer profissional da área sabe que seu sucesso depende disto e para tal faz uso de instrumentos cada vez mais sofisticado para alcançar o seu cliente e vencer a concorrência. É necessário:

Criatividade;
Trabalho em grupo e
Conhecer o gosto do povo e a marca que representa.

A produção de uma boa campanha se reflete necessariamente no consumo, uma pesquisa popular lembrará com certeza as marcas mais tradicionais e as disputas publicitárias. ( Ex: a briga entre as cervejarias)

O que atrai o consumidor para a aquisição de um bem pode ser:

Bom preço;
Custo – benefício;
Confiança;
Aparência e outros quesitos.

A marca identificadora ajuda a reconhecer alguns produtos mesmo que se altere o nome ou a cor, preservando o estilo com certeza a lembrança remeterá ao produto original. (Ex: a logomarca da Coca Cola e do Bom Bril)

1.5. Considerações finais

É necessário observar estes e outros conceitos para ter uma eficaz forma de escrita, exposição e outros contatos que sejam transmitidos de forma eficaz.

A atenção deve estar voltada ao sujeito a quem a mensagem é dirigida.

Os métodos de comunicação não devem e nem são aconselháveis sua prática indiscriminada, é necessário olhar com olho crítico ao conteúdo da mensagem.

Faça contatos, desenvolva relacionamentos expresse seus conceitos, não omita nada que é necessário para que a comunicação não seja prejudicada.
Que os seus sentidos sejam usados para compreender e ser compreendido, faça ou tome passos para a cada dia ser um bom comunicador.
[1] A imagem que ilustra este artigo foi extraída do site: http://virtualbooks.terra.com.br/padregabriel/tese/Comunicacao07.htm

A ARTE DA COMUNICAÇÃO

Para a tratativa da comunicação é necessário compreender quais fatores são fundamentais a ela: “O emissor, o receptor, o tema ...da mensagem e o código utilizado.”[1] Quem fala ou escreve o faz com o intuito de que alguém leia, e não somente leia, mas, também entenda a mensagem passada em símbolo.

Para o emissor é necessário lembrar que comunica exige conhecer, conhecimento este não limitado ao assunto. Este conhecimento passa a ter como foco o receptor, é necessário dizer a quem deseja de forma objetiva, clara e compreensível.

Durante muito tempo no Brasil se escreveria pelo prazer da erudição e não para a compreensão. Falar difícil era falar bonito. Hoje há a compreensão de que só fala fácil quem sabe. Uma das formas mais eficientes da comunicação é através da oração. A oração bem construída gera inteligibilidade.

Na língua Portuguesa a rica história da literatura brasileira serve de estímulo para que novos escritores não fiquem confinados na forma bruta da escrita. A comunicação não se restringe ao escritor, mas também passa a ser de vital importância para o orador. Homens que transmitem seus ideais e convencem a massa a fazer aquilo que é grotesco pelo simples poder de sedução. Outros possuem em seus discursos todos os elementos da dignidade, mas, não convencem nem a si mesmo.

Muitos quando chegam na ora de olhar para uma platéia e de discorrer sobre aquilo que verdadeiramente domina, não conseguem, se intimidam, fogem e nunca mais conseguem vencer a frustração.

Alguns erros graves na oratória:

Falar gritando; o povo não é surdo.

Gestos em demasia; o palco não é um picadeiro.

O mau preparo; não se convence ninguém com lorotas e se consegue pouca eficiência com o uso abusivo do improviso.

Vestimentas espalhafatosas; o que deve atrair são as palavras não à aparência. Mostre sobriedade.

“Para ser agradável a um auditório moderno, é necessário, antes... que o discurso nada contenha de banal e que seja pronunciado com arte sóbria, mas palpitante.”[2]

A regra de; nada de mais nem nada de menos, é a melhor saída.

Cuide de alguns detalhes:

Pronuncie com clareza;
Cuide para não ser superficial;
Demonstre convicção;
Não trate o público como “burros”;
Esteja pronto para perguntas;
Seja divertido e demonstre interesse pelo aluno;

A importância da visualização é imprescindível na era da internet. Seja um texto ou na oratória esteja disposto a usar recursos inteligentes e slogans atraentes.

Exemplo:

“Red Bull te da asas.”

O slogan acima já trás a memória o visual da propaganda.

Na arte de conquistar o público a imagem e as palavras são ótimos recursos. Quantos vão ao mercado para comprar o produto pelo seu nome industrial? A maioria é levada pela marca, amido de milho é Maizena; esponja de aço é Bom bril e assim por diante, e se alguém deseja concorrer com estas e outras marcas é necessário fazer o mesmo trabalho de conquista do mercado e até lembrar o consumidor de que ele é o concorrente.

A música brasileira durante os anos vem conquistando o público com sonoras melodias de Bossa nova, do tropicalismo e da jovem guarda e as inesquecíveis bandas da década de 80.

Mas o que encanta está geração não é as melodias de Caetano e nem a poesia de Chico Buarque e sim as músicas repetitivas e de ritmos eletrônicos. A cada momento a industria fonográfica tem que estar atenta aos apelos do mercado para não perder espaço.

O mercado é tão frenético que carreiras como a de Roberto Carlos, Betânia, Djavan, João Bosco e outros são raros, o normal é o modismo e a novidade. Na internet os pop up’s são os chamarizes para compras, a caixa de e-mail serve também como caixa comercial. A cada dia novas marcas, mais concorrência e nesse mundo de alta qualidade, como diz o velho Guerreiro: “Quem não se comunica se estrumbica.”

A sempre uma necessidade de desenvolvimento, um visual diferenciado, um atendimento personalizado um esquema que identifique o seu grupo entre todos os outros. Se você tiver oportunidade e interesse em desenvolver procure entender o que marca cada personagem que está em evidência.

O que faz muitos brasileiros pararem na frente da TV e escutar uma hora de Jornal Nacional?Ao mesmo tempo meios comunicativos como rádio e jornais vem perdendo espaço, pois a agilidade nas informações na internet deixa o consumidor informado quase de imediato, os rádios parecem ter a sua massa de ouvintes em profunda decadência (principalmente entre os mais jovens), as raras melhorias acontecem com as emissoras que transmitem notícias.

[1] JAKOBSON, Roman. Lingüística e comunicação. p.19
[2] BARBOSA, Osmar. A arte de falar em público. p.30

quarta-feira, julho 26, 2006

Professor Também Tem Férias.


Desculpe aos usuários do blog por este tempo sem postagem é que prof. tambem tira férias.