sábado, novembro 14, 2009

MOSTRA A SUA CARA.

Ao acordar pela manhã de hoje me deparei com o texto de Romanos 1:18 e algo me saltou aos olhos; "...suprimem a verdade pela injustiça...", logo me lembrei de minha adolescência onde ouvindo Barão Vermelho a frase "Brasil mostra a sua cara..." penetrava os meus ouvidos como uma poesia transformadora para uma nação que recentemente havia descoberto o poder da liberdade. Não há liberdade onde não há verdade. A cara do Brasil não é diferente da cara dos cristãos do Brasil, somos como nossa nação é, vivemos como nossa nação vive e somos tão inertes como os nossos políticos são.

Acalorados pelas disputas partidaristas, brigamos por placas e nomes e nos esquecemos do evangelho vivido de forma transparente e genuíno (não aquele genuíno, outro genuíno o da bíblia), ficamos acomodados nas cadeiras de gabinetes e nos esquecemos do envolvimento social, pois os carentes de Deus estão ai fora prontos para serem colhidos, amados e alimentados por uma palavra que mude a vida. A cara a tapa, o oferecer a outra face agora é trocado pelo determinismo que se tornou a fuga da realidade, resolva os seus problemas com - "Eu não te aceito mais em minha vida, SAIA!"

Enquanto somos condenados pela miséria intelectual, a nossa espiritualidade será miserável tal qual. Todos os conhecimentos parecem ser dados ao líder da igreja de forma reveladora e inquestionável, esquecendo-se então da possibilidade remota de o líder ser homem e estar suscetível a erro. A idolatria eclesiástica consumiu o cérebro, dissolveu o bom senso e tirou qualquer possibilidade de construir uma espiritualidade liberta da massa que se contaminou com o fermento dos fariseus.

Tudo na vida deve ser passado pelo crivo das escrituras, ser e ter não pode estar ligado ao meu interesse e sim a vontade de Deus. Cristo entrava no convívio social, para de dentro da sociedade poder transforma-lá. A sua mensagem mostra que o reino de Deus convida pessoas para serem alvo de sua graça transformadora. O Cristo das escrituras frequentava casamentos, tomava vinho, por incrível que pareça Ele sorria, mas, sempre tinha como objetivo mostrar o amor de Deus aos homens. "Quer comais, quer bebais façais todas as coisas para a glória de Deus."

A nossa nação já conheceu as diretas já, o movimento socialista, a intolerância zero, o congelamento de preços, a troca de governo via impchiment e em tudo pode-se dizer que a jovem democracia brasileira tem amadurecido. A igreja já conheceu a separação entre irmãos do sexo masculino e feminino, uma hinódia centralizada nos cânticos de harpa, cantor cristão e etc, já passou pela revolução pentecostal do século anterior, está descobrindo até onde vai os ministérios independentes fruto do neopentecostalismo. Percebesse nisto o clamor popular político e religioso uma coisa tem afetado a outra.

Não é de se admirar que o crescimento cristão está altamente ligado a uma falsa paz, e uma tolerância forçada. Mas, o impresionante é como os debates teológicos perderam força, pois eles descentralizam o poder do homem e o traz para Deus. É quase mecânico o discurso de unidade, o apelo por uma vox populi cristã única. a vox Dei tem sido abafada, pois é melhor calar ou fazer não ouvir a vox Dei do que desprezar a vox populi. Uma geração de homens apelantes a falsa paz tem saído de suas funções sociais menos rentáveis para assumir igrejas como sinonimo de negócio. O sucesso pastoral tem criado um distância entre os líderes e o povo, onde cada vez tem-se menos contato pastor - ovelha e ovelha - pastor.

O campo vocacional tanto para a vida pública quanto para a ministerial vem sendo gradativamente substituída por uma frágil preparação ministerial que não passa da igreja local. O desprezo acadêmico tem feito surgir animadores de culto e não pastores de ovelhas. A cara da igreja de Cristo desfigura o Cristo das escrituras e não reconhece mais o seu mandar, suas ordens supremas e soberanas são suprimidas por um discurso humanista e ao invés de cultuarmos a Deus, cultuamos a nós mesmo. Voltemos ao primeiro amor, e que a primavera da fé nos faça mais tolerantes ao amor cristão e menos hipócritas no campo da fé.

quinta-feira, março 19, 2009

MEDITAÇÃO: O HOMEM A DESMEDIDA DE TODAS AS COISAS (QUE ME DESCULPE PROTAGORAS).




MEDITAÇÃO: O HOMEM A DESMEDIDA DE TODAS AS COISAS (QUE ME DESCULPE PROTAGORAS).

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos nem os vossos caminhos os meus caminhos.” Isaías 55:8

A luz das escrituras sagradas a frase afirmativa de que o homem é a medida de todas as coisas, não pode ser sustentada. Diante da soberania de Deus, Ele é a medida exata de todas as coisas. Não podemos ignorar a importância do homem dentro do reino da criação, ignorar que ele é a coroa de toda a criação de Deus é ignorar as afirmativas bíblicas.

Quando fazemos do homem o máximo juiz de todas as coisas, ignoramos que existe uma lei maior que rege e governa todas as coisas. Não estou aqui simplesmente tratando do problema da moral, da imoral e do amoral. A medida que o homem conheceu o apogeu de seu poder, a capacidade de seu intelecto e principalmente a capacidade de colocar Deus em segundo plano, ele então pode se achar: “a medida”.

Biblicamente o homem foi criado para glorificar o seu Criador, deixando assim claro que a razão de sua existência não encontra fim em si mesmo, mas, naquele que o criou. Deus concede ao homem domínio sobre a sua criação para que este lhe seja servo fiel, governando segundo os ditames de seu Senhor.

Isto afeta em muito a capacidade do cristão de existir com um propósito, o propósito de ser Servo bom e fiel. Quanto mais a sociedade se afasta de Deus, mais ela governa sobre si mesma de forma injusta, desleal, desigual e etc. Ao contrário da sociedade afastada dos valores de Deus, o homem que guia sua vida em fazer o que Deus espera e quer que ele faça, encontra valores como: altruísmo, companheirismo, justiça, igualdade, fraternidade e etc.

A filosofia não é a carta magna e absoluta em questão de valores, fé e pratica. A palavra de Deus é a fiel medidora sobre tudo, e isto não é uma questão mitológica e sim de princípios. Poucos cristãos nesta geração sabe olhar para o texto de Isaías de forma a pensar nos valores filosóficos que regem a nossa sociedade, não nos deixemos enganar. Cristo é o logos desejado, a Vox Dei.