terça-feira, outubro 10, 2006

LIÇÃO PARA E.B.D. - INTEGRIDADE.

Texto Base: 2 Crônicas 19: 4 - 11

Introdução

Quando observa-se o comportamento social contemporâneo, fica visível os valores que norteiam as famílias e os indivíduos. A transmissão de valores corrompida também segue sua influência no cenário acadêmico, onde Cristãos são motivados pelos grupos de interesse a negar os seus princípios de vida. Com um comportamento relativizado, o mundo moderno deixou de lado os valores absolutos, sabe aquilo que antes escutávamos de nossos pais? Não toque nisto, não pegue aquilo, isto é certo, isto é ruim e etc. Acabou. O período é marcado por: faça aquilo que lhe der vontade; não se importe com o outro; em vez dos outros tirarem vantagem de você; tire você vantagem do outro e por ai segue.

A Igreja tem estado tão preocupado com a integração social que em alguns casos começou a abrir mão das verdades bíblicas, tomando assim a forma do mundo. A integridade de vida comportamental, deu lugar a multiplicidade de interpretação na conduta ética e moral. O lema passou a ser: “Cada indivíduo, uma ética.” Olhando para o cenário político-religioso que envolvia a nação de Israel eles tinham passado por um período de esquecimento dos princípios que regem uma vida íntegra, e são corrigidos pelo Senhor, no texto em questão o cenário já é de correção da nação, o Rei começa a mudar o cenário e a cobrar o que vem antes de qualquer integridade pessoal, o Temor do Senhor.

I. A Integridade é baseada nas veredas antigas. (v. 4)

Observando a história de Israel é fácil constatar que a integridade estava ligada a observância da Lei do Senhor. Sempre que o povo desviava-se desta Lei eles caiam em iniqüidades, e este parece ser o antônimo para integridade. Deus não abandonava o povo mas os disciplinava no seu amor, chamando-os a observarem o exemplo de seus antepassados. (Jeremias 6: 16)

1.1. Firmando Propósitos

Voltar os olhos ás veredas antigas é não ignorar os fundamentos outrora lançados, o homem íntegro observa o seu caminho a luz do que Deus fez, está fazendo e fará. Aos mais vividos fica o convite a não desviar os olhos: da palavra, da experiência de vida com Deus e com isto admoestarem os mais moços para a inteireza de seu caminhar. Aqueles que iniciam a vida cristã fica o convite para: o progredir no conhecimento do Senhor (Oséias 6:3), observar os preceitos de Deus e seguirem em processo de transformação vivificadora, que procede da graça de Deus e redunda em vida.

1.2. Estabelecendo Critérios

Na caminhada com Cristo a integridade de vida deve ser derivada do próprio Deus (Salmo 25:4 – 5). Em vez do engodo da soberba, o servo é um aprendiz, consciente de sua limitação e totalmente dependente de seu Senhor. Examinar a prática pessoal a luz das escrituras pode levar a um amadurecimento de convicção, onde o erro ou a transgressão não é vista como desejável e sim o obedecer, o acertar o alvo o agradar a Deus.

1.3. Removendo Obstáculos

Para viver a integridade dia após dia é necessário abandonar ou remover as seguintes atitudes:
· Injustiça;
· Infidelidade;
· Mentira;
· Falsas justificativas;
· Soberba;
· Insensatez;
· A falta de fé;

II. A Integridade é fundamentada no Temor do Senhor. (v. 7)

O temor está associado ao comportamento de integridade como o seu fundamento. Não há integridade se a observância das escrituras não vier acompanhada de plena reverência ao Senhor da Palavra. Geralmente o temor é genuíno quando olhamos para a revelação de Deus e vemos quem Ele é, e, quem nós somos. Está visão bíblica nos coloca em nosso devido lugar, e o temor nos ajuda a um procedimento de servo varonil.

2.1. Razão para o temor que fundamenta a integridade.

A razão para temermos a Deus se encontra em Lv. 25:17; quem Deus é deve gerar no converso o sentimento expresso em ações, no caso do texto de Levítico este temor deveria ser visto no relacionamento com o próximo. Todo comportamento que fosse em acordo com a Lei, estava alicerçado na plena vontade do Senhor. As duas facetas de uma vida íntegra pode ser observada neste texto, primeiro: A obediência ao Senhor; segundo: O amor aos homens.

2.2. A relação: Temor, Sabedoria.

A integridade cristã não está firmada na sabedoria do mundo, mas, procede do trono da graça, é a sabedoria que vem do alto. O Salmista revela no Salmo 111: 10 que o temor, principia ou antecede a sabedoria. Na continuação do texto revela que esta relação temor – sabedoria, é vinculada a prática dos preceitos de Deus. Parece lógico a relação daquele que crê com o temor a quem se crê, a sabedoria que D’Ele procede me faz praticante das suas ordenanças, Provérbios 1:7.

2.3. Trilhando o caminho da integridade via o Temor do Senhor

Para trilhar este caminho observe alguns princípios que redundam em vida, são mandamentos e por procederem do Senhor, expressam a sua vontade:
· Observe a sua palavra;
· Dê a Deus a glória devida ao seu nome;
· Pratique no relacionamento diário as boas obras;

Obs: A igreja primitiva era marcada pelo temor – At. 2: 43; o relacionamento humano era marcado pelo temor – Ef. 5: 21; a caminhada cristã era marcada pelo temor – I Pe. 1:17.

III. A Integridade é associada a fidelidade (v.9)

O termo fidelidade pode ser entendido como incorruptibilidade na fé que lhe é proposta, ou estar associada a devoção incessante. No texto a sua ligação é com o serviço prestado a comunidade, e qualifica a prática do serviço fiel. Homens que estejam a frente do povo para os conduzir, devem fazer isto com inteireza, a sua medida deve ser justa, diferente do comportamento farisaico. Não deve ser um colocar de um fardo opressor, e sim, paramentado no amor Cristão.

3.1. Servindo com Fidelidade a Comunidade da Fé.

Um comportamento íntegro e fiel deve nortear a vida ministerial. Homens que sirvam zelosamente a aqueles que se achegam a comunidade, recepcionando – os, confortando-os, edificando-os e os conduzindo a guardarem o mesmo procedimento. A fidelidade a Deus nos torna servos melhores, os homens verão que este comportamento se identifica com o do mestre, e a comunidade não será vazia, mas transformadora.

3.2. Fidelidade no Serviço ao Mundo.

As obras cristãs não são voltadas somente para os seus seguidores ou praticadas nos seus templos. Elas extravasam qualquer barreira, seja ele cultural, política ou social. Homens Fiéis honraram o seu Deus onde e como eles estiverem e suas marcas ficaram no mundo como testemunho de fé ao Deus a quem servem.

O serviço ao mundo deve ser:
Na palavra de Deus;
Pela palavra de Deus;

3.3. Alguns parâmetros para a Fidelidade.

Observe que o modelo cristão é Cristo, seus seguidores devem ser íntegros como Ele é, e Fiel como Ele é. Alguns parâmetros da fidelidade cristã podem ser observados no sermão do monte, onde Cristo ensina aos seus seguidores qual é o padrão do reino. Outro modelo de fidelidade pode ser obtido em um estudo sobre a vida de Daniel, que passou duros pesares por causa da inflexibilidade de sua fé.

Observe os seguintes parâmetros:
Tito 2:7 e Mateus 6: 1 – 6
Diligência;
Prudência;
Constância na comunhão com Deus;

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