segunda-feira, outubro 23, 2006

A Vida Familiar do Discípulo (Parte I)

Autor: Prof. Gustavo Custódio

Texto Base: Efésios 5:22 - 6:2

Introdução

Um dos assuntos mais abordados em encontros eclesiásticos é sobre família. Tanto líderes como o novo convertido tem encontrado dificuldades do desenvolvimento dos laços matrimoniais e na educação dos filhos. É por este motivo que o crescimento e a maturidade cristã deve ser integral. Quanto aos filhos em seus relacionamentos com os pais, ve-se que nem a educação dos filhos nem a honra aos pais tem sido, praticada.

A corrupção no lar vai desde a inversão de papeis, desonra, infamea, imoralidade, traição, omissão e etc. E isto não esta acontecendo fora dos ditames da igreja, mas dentro dela. Conformando-se com os padrões corruptos desta geração.

I. A Relação Conjugal

Segundo o livro de Gênesis capítulo 2: 4 – 25 revelam um padrão excelente para a família, com a qual Deus fez uma Aliança perpétua, de amor e compromisso. Nunca devemos nos esquecer que a Aliança veio acompanhada de um relacionamento puro e verdadeiro. Veja alguns exemplos:
O homem é chamado a relação a dois e põe fim a solidão (v.18);
A mulher é formada com características que honram a Deus e fortalecem a relação conjugal : auxiliadora e idoneidade (v.18);
A mulher é formada da mesma carne, e criada para andar ao lado (v.21 e v. 23);
A aliança é uma relação de cumplicidade para com o cônjuge, e uma relação saudável para com o Criador (v.24);
A sexualidade sadia não lhes trazia vergonha (v. 25) – esta vergonha só vem após queda, quando ambos se escondem tanto um do outro com de Deus.

1.1. Amor, Respeito e Confiança.

Ao observarmos a relação de nossos primeiros pais (Adão e Eva) e a relação Cristo e a Igreja temos a visão genuína do propósito de Deus para com a família. Uma das perguntas que os casais mais fazem é como manter a relação saudável durante tanto tempo? Como manter o mesmo clima do início da relação? É possível viver uma eterna lua de Mel? Para estas respostas são necessárias algumas observações:
· Uma relação saudável só será mantida durante um longo tempo quando ambos viverem o compromisso do amor altruísta e do perdão incondicional;
· Outro aspecto é que não existe casamento perfeito e sim, uma relação em eterna construção, se estamos sendo transformados dia após dia, isto refletirá no nosso relacionamento, e a intimidade deve gerar respeito;
· Alguns inimigos que o casal necessita vencer juntos por causa da falta de confiança são[1]:
o Vergonha;
o Medo;
o Traição;
1.2. A Aliança como Padrão de Deus para a Relação.

A aliança vai além de um mero acordo (ou contrato), ela é baseada em um compromisso soberano e inesgotável. Este compromisso firmado diante de Deus e dos homens não é vinculado em cláusulas de cumprimento, ou de exigências. Por estar firmado nos valores de Deus a família se compromete a:
· Homem: amar e demonstrar o amor (comparado ao ato de Cristo);
· Mulher: amar e demonstrar o amor (como a Igreja em relação a Cristo);
· Homem e Mulher:
o Conversa aberta;
o Coração perdoador;
o Vida sexual saudável e ativa;
o Compromisso financeiro que honre o cônjuge;
o Vida social e cultural que construa valores;
o Vida espiritual ativa;

1.3. Direitos e Deveres.

Segundo o modelo de família da aliança, ambos tem deveres e também direitos. Isto não deve ser lembrando em constante cobrança acusativa e sim um modelo eficiente e a rota a seguir na relação. Em primeiro lugar os deveres em relação a criação de Deus:
· O dever do cuidar (ecologia);
· O dever de construir, de cultivar (vida produtiva);
· O dever de obedecer (vida espiritual);

Em segundo lugar os deveres e direitos de ambos na relação conjugal:
· O dever de amar;
· O dever de falar palavras doces;
· O dever de agir em proteção;
· O dever de suprir;
· O dever de vigiar a relação; (inimigos internos[2] e externos[3])
· O direito ao amor;
· O direito ao respeito;
· O direito a honra;

II. A Relação Pais e Filhos. (Pv. 1: 8 – 19)

Parece que a cada dia a educação no lar tem sofrido ataques em todas as áreas, na disciplina e no comportamento social. O papel dos pais como educador tem sido minimizado para que a criança não possa ser direcionada na sua conduta.

As respostas austeras, o desleixo e a falta de respeito tem invadido os lares cristãos. Não há mais restrições e limitações de linguagem, comportamento e tudo passou a ser legal. Os pais se ausentam da sua responsabilidade, entrando na onda: O mundo esta mudando!

2.1. A Conduta dos Pais

Os comportamentos mais comuns são os extremos, na busca dos valores agora derrubados os pais se tornaram ameaçadores ou descuidados na sua função e que ninguém poderá substitui-la de igual modo. Veja ambos os comportamentos:
· Os pais ameaçadores:
o Fazem restrições exageradas;
o Não explicam a razão das restrições;
o Esta vinculada ao autoritarismo;
o Empobrece as experiências de vida de seus filhos;
o Os tornam dependentes de sua centralidade;

· Os pais descuidados:
o Não colocam limites;
o Deixam os filhos no clima de tudo pode;
o Não estão atentos aos sinais de ameaças;
o Negligenciam o papel de intercessor;
o Gera insegurança no Filho;

2.2. A Conduta dos Filhos

O comportamento do Filho deve estar vinculado ao princípio da honra, seja quem for seus pais. A honra leva como principio a representação digna de mérito ao nome representado, quer dizer que o comportamento do filho reflete a honra ao pai. Exemplos:
Quando o Filho vai bem na escola ele honra seus pais;
Quando ele reprova desonra seus pais;
Quando o Filho se desvia das drogas ele honra seus pais;
Quando ele entra no caminho do vicio ele desonra seus pais;

Dicas para um melhor entendimento entre pais e filhos:
Filhos:
Honre os pais não cristãos (o seu testemunho é elemento vital);
Honre os pais cristãos (como exemplo de um lar integro);
Desvie-se do mal;
Escolha o bom caminho;
Responda com sabedoria;
Sirva aos pais com amor;

III. A Relação Familiar e Deus. (Jó 1: 4 – 5)

Quando pais e filhos vivem em elo fraternal, quando os pais possuem uma conduta de amor na relação, quando o filho reflete o carisma de seu lar, a sociedade que nos cerca sofrerá um impacto positivo no testemunho dos lares cristãos. Implicitamente a família da aliança é dirigida pelo espírito de prudência e sabedoria, colhendo o fruto de tal relacionamento.

3.1. Pais: Exercendo a Autoridade Espiritual.

Pais não se omitam a serem guias para a vida espiritual de seus filhos, os direcione para um relacionamento com Cristo, por mais que ele ainda não tenha tido esta experiência a palavra de Deus no seu coração será como semente pronta a germinar. Exerça autoridade:
Conduzindo-os a uma relação de amor;
Fortalecendo a intimidade com Deus;
Resistindo as corrupções do inimigo;
Ensinando o espírito de gratidão;

3.2. Filhos: Integridade, Honra e Amor.

Aos filhos as escrituras revelam a sua postura de submissão, para que com um comportamento honroso sua vida deve refletir o caráter de Cristo. Pratiquem:
Um diálogo de respeito;
Dedicação aos estudos e ao trabalho;
Obediência;
Perdão (os pais também erram, sejam eles cristãos ou não);
Ame!

3.3. A Celebração Familiar

A celebração familiar ficou muito conhecida através do modelo de culto familiar; ou nos Estados Unidos como estudo do catecismo. Em nosso país a conotação recai sobre o momento em comum, com uma reflexão bíblica acompanhada de um período de oração. Algumas dicas para a Celebração:
É o momento de aprender com as escrituras;
A reflexão em família não deve ser usada como uma arma de ofença;
Promova o crescimento e o interesse dos mais novos;
Oportunidade para todos;
Mantenha uma constância (é hora de criar o hábito e não permitir que qualquer outra programação ocupe este espaço);


CONCLUSÃO.

Quando Deus projetou o reino da criação, instituiu o ambiente familiar para que todos os homens aprendesse a convivência diante D’Ele. A célula mater da sociedade deve ser mantida e crida, as portas do inferno não há de prevalecer sobre o relacionamento conjugal e nem sobre os filhos.

Deus nos dá uma ordem: Orare e Labutare!
[1] Nota para o Docente: Isto pode ter sido gerado por uma seguência de erros já vividos e que endurece o coração e embrutece o relacionamento. Eu devo despertar no meu cônjuge a segurança e a confiança com atitudes de filho de Deus, que resiste a tentação e foge da aparência do mal.
[2] Exemplos de inimigos internos: mal entendido; falta de comunicação; desejos antagônicos; falta de perdão; construção de um coração enrijecido por causa de palavras duras e etc.
[3] Exemplos de inimigos externos: A ação de um intruso na relação; ofertas da tentação; ação satânica contra a família e etc.

2 comentários:

Pr. João disse...

Que texto útil, obrigado pela ajuda.

Oliveira disse...

São textos práticos que a igreja necessita, prz.