quarta-feira, novembro 15, 2006

A VIDA EM TEMPO DIFÍCEIS.


Texto Base: 2 Reis 25:8 – 22; Salmo 137.

Introdução

Durante algum tempo da teologia do século XX ficou propagado em algumas igrejas o triunfalismo para o agora, quer dizer, se você é cristão e está em sofrimento ou está em pecado ou necessita confessar positivamente que o problema não existe. Graças ao nosso bom Deus este movimento teve vida curta, as escrituras revelam que há sofrimento neste mundo, e que devemos o aguardar como uma etapa do viver.

Viver em tempos de dificuldades é promover o fortalecimento da fé, é mostrar na prática que a fé é inabalável. O Cristão pode sofrer neste tempo por alguns motivos que lhe passam pela vida diária, exemplo:
· Na bonança alguns descuidam de sua vida cristã (na vida prática deixam de orar, de congregar e quando o sofrimento vem ele tem finalidade terapêutica, despertando-o a revitalização espiritual);
· Podem vir motivados pela ira de Deus contra o pecado (no caso dos cativeiros contra Israel, Deus estava indignado pois o povo não mais escutava os seus profetas e não voltavam aos caminhos aplainados e pelo contrário, caminhavam na adoração dos Deuses das outras nações, então o Senhor lhes envia uma tormenta e os seus olhos são abertos nas dificuldades e eles se inclinam a buscar Yaweh);
· Os tempos difíceis também provam a nossa integridade (no caso de Jó que pode ser tido como exemplo, pois o seu sofrimento revelaria a glória de Deus e mostraria a sua confiança no seu redentor. Outros exemplos são os homens de Deus que provaram o tempo do cativeiro sofrendo juntamente com o povo e revelavam ser atalaias ou proclamadores do chamado de Deus).

Somente conseguimos passar este tempo porque Deus nos prove a sua graça e nos conforta em meio às tribulações. Ele nos alcança com seu amor, nos envolve nos seus braços e nos acolhe em suas assas. O Cristão tem lugar seguro, e se mesmo em tempestade ou no vale da sombra da morte, Deus ali está.

I. A Dor. (Isaías 53: 4 – 11)

Este sentimento geralmente é fruto de uma ação contrária aos nossos desejos, sonhos e vontades. A dor pode ser provocada, como no caso de Israel por causa da destruição das casas e do templo. Em nossas vidas temos dores que revelam conflitos reais que passamos no dia-a-dia, como:
· Traição (do colega de trabalho e da família);
· Perda (dos filhos, dos parentes e de amigos);
Nestes momentos nos sentimos destruídos, parece que o chão não existe e que estamos em constante queda. A traição de pessoas próximas nos fere a ponto de em alguns casos provocarem a depressão. A perda pela morte de filhos, parentes e de amigos chegados parece ser uma dor sem fim, e que o consolo nunca virá.

Você já se sentiu assim? Qualquer coisa parecida com o derrotismo? Alem de um sentimento avassalador, devemos lembrar que Deus cura as nossas dores, Ele é o conforto nas dificuldades. Lembre-se de Davi, com o mesmo sentimento de Dor e ele confessou isto a Deus e o Soberano providenciou o balsamo curador, Davi experimentou o refrigério da alma. Porque é lá que a dor nos atinge, é lá que a ferida parece incurável.

A pergunta então poderia ser: Qual a providência de Deus para a dor de seus filhos:
Primeiro: A presença consoladora[1];
Segundo: A presença fortalecedora;
Terceiro: A presença transformadora;
Quarto: A presença preservadora;
Podemos ter uma certeza inquestionável e imutável o nosso Deus não nos abandona e nem nos abandonará. Os seus filhos são por Ele revigorados e quando todos pensam que é o fim, então Deus revela que é simplesmente o começo.

1.1. A dor da destruição (Salmo 40:2)

Esta vivência pode ser vista nas escrituras relacionado a Jó, um homem que tinha família, bens e tudo lhe foi tirado. Sua casa destruída, seus bens levados e a sua saúde e aparência não era nada agradável. A destruição lhe doeu, mas Jó possuía uma fé inabalável, ele sabia que o seu redentor era vivo e operante e que o sofrimento poderia durar algum tempo, mas, isto não destruía a fidelidade de seu Deus.

Experimentar isto na vida prática não é facial. Quando somos colocados diante de um cenário de caos, e principalmente quando isto é conosco, sentimos então o cheiro da morte. Alguns cenários de destruição:
· Filho nas drogas;
· Falência financeira;
· Alvo da maledicência;
· Separação;
· Morte de filho e mulher;

A destruição moral afeta aquilo que construímos durante toda a vida: a reputação. Aquilo que aprendemos e valorizamos como uma ética intocável, fruto da integridade de vida. Geralmente a destruição moral vem através de outro, que usando de má fé levanta injurias e a trata de espalhar no seu circulo social, e derrepente você nota que todos lhe olham de forma diferente, aqueles que dantes confiavam agora ficam com o pé atrás, outro que lhe procurava constantemente não deseja mais a sua presença. Duro não? Mas é assim mesmo, quando nas injurias os “amigos nos deixam” e alguns que restam são escarnecedores ou vivem como urubus, esperando a sua derrocada. E ai você literalmente pode dizer que é abençoado, pois está em identificação com Cristo, isto fizeram com Ele e Ele nos alertou que seria feito conosco.

Existe alguns princípios que não devemos esquecer; primeiro é que Deus conhece a nossa estrutura e sabe até onde suportamos, segundo ele não deixará impune o pecado da injuria, terceiro Ele nos levantará do pó porque o nosso redentor vive, e a sua fidelidade dura para sempre.

1.2. A dor da Opressão (Êxodo 3:9; Lucas 3:18)

A opressão pode ser causada pelo fim da paz, enquanto o povo de Israel permanecia nos retos caminhos do Senhor eles gozavam de paz inesgotável e de livramentos miraculosos. Quando eles se desviavam da lei, e iam após os deuses das nações a paz lhes era tirada, havia um chamado de Deus para voltarem aos caminhos antigos. A opressão com o seu julgo só lhes servia de fardo, mas em um determinado tempo da história da redenção, Deus envia o seu filho para livrar o seu povo da opressão maligna. Algumas dicas para você identificar casos de opressão:

· Deixou de congregar;
· Isolou-se dos pais;
· Transformou o seu comportamento;
· Abalou-se por uma má notícia;
· Só deseja a morte como forma de escape;
· Alimenta a desesperança;
· Não encontra força para buscar ao Senhor;

Neste assunto é importante observar que alguns cristãos se colocam sobre o julgo da opressão, sabendo que não deve fazer algo, faz. É importante entender que Cristo já levou sobre si as amarras da escravidão e temos com Ele uma aliança eterna, inquebrável. Deus nos tirou do reino da opressão e agora somos acolhidos por Ele, no dia mal temos um refugio.

As escrituras dizem que se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Se estamos em Cristo o inimigo não tem domínio sobre nós. Podemos até passar a opressão circunstancial mas não eterna (Salmo 124; Habacuque 3: 17 - 19). A situação citada nos dois casos é de caos, mas existe uma paz e um horizonte que a visão humana não entende e que a sabedoria do mundo não explica, o livramento que vem do alto, como graça divina.

1.3. A dor da correção (Provérbios 3:11; Jeremias 7:28)

Outro caso de pesar, é a correção de Deus. Quando Ele nos disciplina é para o nosso bem, para a vida e não para a morte. Observe o povo de Israel, foram disciplinados por Deus por causa de sua má conduta, o resultado da disciplina era a restauração do culto e da moralidade que Deus tinha orientado. Mas é obvio que a disciplina é dolorida, observe o que aconteceu:
· Tiveram suas casas destruídas;
· Suas lavouras arrasadas;
· Suas famílias separadas;
· Alguns de seus filhos mortos;
· Foram levados cativos[2];
· O templo foi destruído;

A disciplina cristã é algo belo, pois é seguido da restauração. Deus cuida de nós para que possamos nos reerguer, fortalecidos na força do seu poder, não do nosso, mas, do D’Ele. Ele nos disciplina quando não cumprimos as suas ordens, nos disciplina quando provocamos o mal a outro, nos disciplina com a resposta não, há algumas de nossas orações e nos disciplina na nossa auto-disciplina. Sabe porque Deus nos concede no Espírito qualidades como: mansidão, domínio próprio e longanimidade? Para que possamos ser maleáveis, abdicando dos prazeres da carne e fortalecendo-se na vida cristã. Valorize momentos de disciplinas e aprenda com os erros. Cultive:
· Um coração desprendido;
· Uma relação sincera onde o não também faz parte;
· Uma vida de leitura bíblica;
· A oração seguindo o modelo de Cristo;

Sabe porque Deus nos disciplina agora? Para nos aperfeiçoar a fim de alcançar a estatura de varão perfeito. Os ímpios terão a sua disciplina e a paga pelas suas transgressões em forma de um julgamento com condenação eterna. Os justos, que são justificados pelo Senhor e que D’Ele herdaram a vida, são disciplinados agora e mudarão o seu comportamento agora. Pois para estes não há julgamento para a condenação e sim o gozo eterno.

II. Destruição do Animo

O distúrbio psíquico da falta de animo pode ter resultados destruidores em curto tempo. Positivamente ele pode tirar de nós a confiança na força pessoal[3] e nos conduzir a confiança em Deus. Negativamente ele nos leva ao desprezo pela vida e o desejo de desistir de tudo.

Quando o nosso animo está na força física, mental e espiritual que nós mesmos produzimos, tenho certeza que Deus nos conduz ao estado de desanimo para nos reconduzir ao bom senso do caminhar com Cristo. Quando nosso animo está em Cristo ele não pode ser tirado, pode haver desapontamentos com aquilo que eu desejava e não se realizou e que pode nem se realizar. O animo daquele que está em Cristo pode sofrer abalo por causa de nossos sentimentos e não porque Ele nos abandonou. Exemplo: Desanimo por causa;
· De um filho que entrou nas drogas;
· De uma petição não atendida;
· De uma repreensão;
· De uma busca errada;

Deus é aquele que revigora o animo. Que nos faz entender o seu propósito, por mais que não entendamos o seu modo de agir, as vezes pensamos: “Se eu fosse Deus, não deixaria isto acontecer...”; lembre-se que a vontade D’Ele é: Boa[4], Perfeita[5] e Agradável[6], mas, a maneira de Deus qualificar suas ações não é o padrão do que eu acho ser sobre isto, e nem de se esquivar das situações. Podemos dizer que Ele nos concede o bom animo, o animo N’Ele, o animo na força D’Ele e a esperança de que o aparente sofrimento está com os seus dias contados.

2.1. Não há esperança

Humanamente dizemos esta palavra aos quadros irreversíveis, como: estado vegetativo, morte cerebral, doenças degenerativas e outros quadros clínicos que julgamos complicados, ou sem solução médica. Este veredicto humano tem as suas bases no conhecimento humano e tem a sua razão de ser. Lembro-me de um texto biblico em Ezequiel 37: 1 – 14; está visão do profeta diz respeito a existência dos ossos secos, e quando questionado por Deus se aquele quadro poderia ser reversível o profeta responde: “Senhor Deus, tu o sabes” e o cenário foi revertido.

Quando todos dizem que não há esperança, onde os sentimentos pessoais apontam para o mesmo caminho e a força se exauriu, então Deus mostra que o quadro humano pode ser revertido. Sabe àquela hora onde você não conta com mais ninguém? Quando até os “irmãos de fé” lhe abandonam? E você escuta um silencioso: “Não há esperança”; ou o singelo tapinha nas costas acompanhado de um “brado de silencio”. Realmente as pessoas não têm o que dizer, alguns sentam-se para ver o seu fim e outros vão embora dizendo em seus corações: “é pecado”. Neste momento como em todos os outros Deus está em providência ao seu amado, Ele o levanta triunfalmente e mostra em nossa fraqueza o seu poder.

Deus é um Deus de Esperança. Lembre-se de quadros como: Abraão e Sara, Deus reverteu o quadro de infertilidade e para mostrar a glória ainda maior, fez com que este filho viesse na velhice. José filho de Jacó, foi vendido por seus irmãos, experimentou a escravidão, a calúnia, mas Deus o colocou como providência na época de vacas magras, sendo ele sábio na administração do Egito e se tornando grande. Deus não somente contempla a nossa história de vida, Ele nos conduz aos seus caminhos e restaura a esperança.

2.2. Depressão

Depressão é um quadro clínico que pode ser identificado na seguinte observação: vida isolada; ausência de vontade e em alguns casos o desejo de morte. Lembre-se que a depressão é resultado da forma que lidamos com os problemas da vida. O Depressivo ama: que alguém tome a iniciativa por ele, fugir de qualquer responsabilidade (e durante o quadro é até bom que isto aconteça, pois pode conduzi-lo ao agravamento do caso).

Não queremos omitir o direito que um depressivo tem, de tratar-se psicologicamente e nem ignoramos o beneficio deste tratamento. Mas, não devemos omitir que a postura pessoal ajudará em muito a se antecipar e reagir a tempo. Para detectar o inicio do quadro depressivo observe:
· Esta se isolando do convívio social?
· Tenta fugir das decisões inevitáveis da vida?
· Tranca-se no quarto e dorme durante bom tempo do dia?

Lembre-se que a depressão é um dos males deste século, alguns cristãos têm feito uso indiscriminável de antidepressivos, e isto é uma fulga. Antecipar problemas, pensar demasiadamente sobre o que virá parece que o remédio para este quadro está no sermão do monte (Mateus 6: 25 – 34), não andar ansioso. Pratique ou alimente:
Tenha vontade de viver;
Lute, batalhe não desista;
Tome as rédeas nas mãos, tome decisões;
Não tenha medo de errar (isto irá trazer maturidade);
Não tenha medo de confessar os seus temores diante de Deus, mas, vá em frente;


2.3. Baixa- Estima

Geralmente causada pela imagem que temos de nós mesmo, ou alimentado pelo julgamento que alguns fazem de nós. Crianças que escutem: “você é um burro, você é feio, é fracassado, é desobediente, nunca será ninguém na vida, é um pobre coitado”. Tendem a ser um adulto que projete esta imagem sobre si, acreditando naquilo que escutou durante boa parte da vida. Observe alguns detalhes sobre o que as pessoas pensam de si:
· “Eu não consigo”;
· “Tenho medo”;
· “Sou feio”;
· “Ninguém me ama”;

Possivelmente ao lerem os tópicos acima algumas gargalhadas foram ouvidas na sala, ou aquele sorriso de canto de boca. Não é tão engraçado assim, isto é um problema sério para muitas pessoas. Elas se vêem como no relato dos espias que foram analisar a terra (Números 13: 25 – 33) dizendo: “éramos como gafanhotos”, o povo é forte e nós fracos, eles gigantes e nós pequenos.

Para mudar este conceito que temos de nós mesmo, não é simplesmente valorizar o homem, é sim apontar o caminho do equilíbrio. Devemos nos ver como Deus nos ve, como ele revela que somos. Possivelmente a uma grande diferença da baixa-estima para a visão que Deus tem de nós. Ele nos deixa palavras de orientação para que possamos nos ver como Ele deseja:
Você consegue;
Não tenha medo;
Você é belo;
Eu te amo;

E isto não é confissão positiva, são promessas bíblicas. Do que estamos alimentando o nosso coração? Da palavra de Deus? Então estaremos entrando em equilíbrio. Necessitamos ter a Imagem de Deus e isto Ele nos concede no amado. Você acha que Cristo é um pobre coitado? Se você está N’Ele também não o é. Você acha que Cristo é um derrotado? Se você está N’Ele você também é um vencedor.

III. Quando Tudo Parece estar Perdido (I Reis 17: 8 – 24)

Existe uma grande distinção entre tudo estar perdido e tudo parece estar perdido, a distinção é na percepção. Homens e mulheres conseguem estar atentos a sua percepção e caminham segundo ela, mas na rota da vida cristã sempre que o fim esta próximo em nossa percepção, ele é somente um começo na ótica de Deus. Com certeza se observássemos durante um tempo nossas percepções percebemos que elas nos enganam: para exemplificar; as vezes entra em nossas igrejas ou em nosso relacionamento uma pessoa que nos parece simples, humilde e fazemos de tudo para ajuda-lás. Passa-se algum tempo e vemos que alimentamos uma falsa impressão: a humildade tão era tanta, a simplicidade agora é substituída pela sagacidade.

No texto de I Reis o profeta Elias é enviado por Deus a casa da viúva, uma situação irreversível parecia estar naquele lar. O filho da viúva morreu! A diferença é que o homem de Deus tinha a resposta para aquela aparente tragédia. Elias pega aquele menino e lhe devolve a vida. Não existe situação de aparente tragédia que Deus não possa reverter. Na nossa vida podemos viver momentos de aparente tragédia, mas Deus deve achar em nós a mesma resposta que Jó deu: “... o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!”[7]; e a mesma expressão de Oséias: “... porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.”[8] Só existe um bálsamo curador nas tragédias da vida e este, vem do Senhor. (Salmo 27)

3.1. Há uma esperança

Algumas perguntas devem ser feitas aqui e respondidas sinceramente: Onde temos colocado a nossa esperança? Esperamos pelo Senhor ou pela carne? A esperança nossa é do alto, para onde foi o nosso Cristo e de onde voltará triunfantemente. Os nossos olhos devem ser colocados no alto, o alicerce cristão já foi lançado e sobre este alicerce fomos firmados.

Chegará um tempo em que nossas lágrimas serão limpas e findarão, a tristeza dará lugar a alegria, o choro ao jubilo, porque o Senhor mudou a nossa sorte. E esta esperança não será frustrada. Também vemos reflexo desta esperança no tempo presente, quando Deus muda a nossa sorte no agora, neste tempo. Exemplo:
Aquele que estava enfermo é curado;
O incrédulo se torna crédulo;
Ao coxo é dado novamente o andar;
O cego vê;
Os pais que estavam a se separar são revitalizados;
Os filhos que estavam nas drogas são libertos;
Aquele que era respondão agora é obediente;
Aquele que era independente agora é dependente;

Está esperança é a esperança do reino, do Reino de Deus. Deus começou a boa obra em nós e a cumprirá, nosso caráter reflete a Ética do Reino o nosso viver com o de Cristo. Aquele que espera na carne o seu triunfo, este perecerá, mas, aquele que espera no alto, verá o fruto da sua expectativa.

3.2. Há a providência de Deus

No livro de Daniel existem lindas histórias da providência divina. Quando Daniel acusado por alguns líderes de não se submeter a ordem religiosa do rei é jogado na cova, os leões não o devora. A presença de Deus com o seu servo fez com que animais ferozes e famintos não tocassem nele, mas, quando seus inimigos são jogados a cova, todos eles são destroçados (Daniel 6).

Outra bela história é a de três jovens: Hananias (Sadraque), Misael (Mesaque) e Azarias (Abede-Nego), estes jovens resistem se dobrarem a estatua do rei Nabucodonosor e este enfurecido os lança na fornalha. Mas, para surpresa geral aqueles homens que tinha sido jogados presos agora passeiam pela fornalha, e ao invés de três existe um quarto[9] homem. O rei manda tira-los e eles estão intactos (Daniel 3). Sabe porque isto aconteceu? Porque Deus proveu o milagre.

Deus honrou os seus servos com a sua graça providenciadora. Podemos até passar por momentos complicados, mas a diferença que há é que Ele sempre está conosco. Homens irredutíveis e de Fé inabalável, comprometido com Deus terão o seu cuidado mesmo em tempos cruéis. [Lembre-se providência não significa livramento, exemplo: João Batista teve a cabeça cortada, Paulo foi preso diversas vezes e provavelmente morreu decapitado, Pedro foi perseguido pelo evangelho e provavelmente morreu crucificado de cabeça para baixo].

CONCLUSÃO.

Ao tratarmos sobre tempos difíceis vemos que na cristandade em geral, há somente um sentimento: “eu preciso me livrar deste fardo”. Mas, Deus não age assim no decorrer da história, Ele pode mudar uma situação, Ele pode reverter um quadro, mas, Deus deseja que mudemos nossa relação com os problemas. Em vez da murmuria, a gratidão; no lugar da inquietude a paz e assim por diante.

Lembre-se Deus esta no comendo!
[1] Existe um ramo da teologia atual que diz: Deus não pode fazer nada mais do que nos consolar, isto é mentira, a teologia relacional não tem base bíblica para tal afirmativa. Que Deus nos consola isto é verdade, mas a sua ação não pode ser impedida pois Ele pode ir além e reverter um quadro inreversível.
[2] Alguns comentaristas sobre a tradição babilônica dizem que o modo de conduzir ao cativeiro era doloroso, pois, quando alguém enfraquecia , era colocado como estandarte, fixado em um estaca que perfurava o corpo do anus até a garganta.
[3] Aquele sentimento que o homem é a medida de todas as coisas, ou é por ele que tudo é conduzido.
[4] As vezes confundimos a qualidade Boa atribuída a vontade de Deus, a um Deus que me dá tudo o que eu peço, pois Ele é bonzinho. Não é assim, Ele qualifica como bom, ou boa aquilo que produz em nós a construção do modelo, que é Cristo. E Cristo reconheceu a boa vontade do Pai: Faça a sua vontade.
[5] A sua vontade perfeita é que nosso Deus não falha em seus propósitos, tudo aquilo que Ele decretou cumprirá. Não há falhas na vontade de Deus. Ele não precisa de conselheiros que lhe guiem a vontade.
[6]Agradável é outra qualidade de sua vontade. A vontade de Deus é temperada, agrada ao mais sublime ato de santidade, não fere aos seus princípios.
[7] Jó 1:21
[8] Oséias 6: 1
[9] Uma provável teofania.

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