quarta-feira, julho 25, 2007

Considerações sobre o caos da identitade protestante.



Prof. Gustavo Custódio.



O trabalho pastoral no Brasil nunca enfrentou em sua história tamanha dificuldade para compor uma identidade religiosa no seu rebanho, isso deve-se a:

  1. Velocidade com que membros de determinados grupos “pseudo-cristãos” fazem difundidas as suas idéias;

  2. O caminho televisivo como a forma mais influênciavel para o discurso;

  3. Uma forma de cristianismo nomâde, onde migra-se de denominação em denominação procurando a satisfação pessoal, denominando isto de “vontade de Deus”;

  4. Crise teológica na formação de pastores e conseqüentemente uma orientação sem consistência aos membros;

  5. Tolerância religiosa promulgada pelas novas comunidades, onde substitui-se o discurso apologético e polemista por um cristianismo descaracterizado de convicções;

  6. Uma Hermenêutica relativista para dar novas bases morais no século XXI;

  7. Pregações e pregadores com finalidade de animar e motivar o auditório;

  8. Ênfase literária nos livros de conteúdo superficial;

  9. Liturgia substitutiva para dar ênfase as músicas e não a palavra;

  10. Forma humanista e não Teocêntrica do viver cristão, deixando Deus de lado nas atividades e conseqüências das ações humanas;


Estas breves descrições não limitam as dificuldades pastorais e sim expressam ao meu ver, as mais preocupantes. O caminho teológico que seque-se a esta estrutura de pensamento é a desconstrução do saber. Percorrendo a consistência teológica das Igrejas Históricas, nota-se que é neste período de caos que os grandes fundamentos foram estabelecidos, cabe a nós como Igeja do Senhor Jesus, firmar os ideais biblicos, frente a corruptibilidade de uma geração eclesiástica que aguarda respaldo e voz ativa de seus líderes.

4 comentários:

Ligia disse...

Concordo plenamente com todas as questões levantadas, mas há que se considerar um outro lado, ou seja, líderes ou pastores despreparados ou demasiadamente "agarrados" às liturgias denominacionais, que não contextualizam o evangelho, como o próprio Jesus o fazia com autoridade e propriedade. Aliás, Jesus revolucionou e “desconstruiu” tudo o que se chamava religiosidade.
Além de tudo usam sua autoridade para manipular o povo, e qualquer que tente mostrar o contrário é "tratado como leproso e colocado fora do arraial".
O único exército que não socorre os feridos... infelizmente esta é a realidade que se vive, hoje.
Vejo muitos cristãos sinceros, que não sentem na Igreja um lugar de conforto e sim de confronto.
Sim há um PERIGO DE MORTE - na era do conhecimento é imperdoável que não ocorram mudanças significativas na estrutura coronelística que insiste em permear a Igreja do Senhor Jesus, que se viesse hoje, seria sem dúvida, crucificado como o foi pelos religiosos da época.
A religiosidade, manipulação, troca com Deus, é a maior realidade da Igreja, e isso é, sem dúvida, um sinal dos tempos...
Sofro com tudo isso e entendo que a única maneira de freiarmos isso é nos quedarmos aos pés do Senhor, todos nós, líderes e liderados, e nos humilharmos e buscarmos juntos a santa direção, que na verdade já está declarada na Palavra, mas que tbém tem sido manipulada ao bel prazer de pseudos-cristãos.
Enquanto isso não acontece, continuo indo à Igreja como os católicos vão, mais por obrigação do que por prazer...
Isso é o que está no meu coração... Posso ser honesta ou serei julgada por alguns?

No Senhor,

Lígia Márcia Lima – Minas Gerais

Gustavo Custódio disse...

Querida Ligia como sempre você tem sido muito pontual em colocar posturas que acontecem no viver cristão. Creio que as posturas pastorais de reprimir ao invés de explicar já é fruto da falta de estrutura ministerial do líder.

Vários amigos colocaram a mesma idéia que a sua, de ir a igreja por obrigação, não tendo prazer em lá estar, imagino que muitas igrejas se tornaram propriedades humanas e não do senhorio de Cristo. As pessoas procuravam Cristo porque tinham prazer de estar ao seu lado, Ele as atrai a si (não se esquecendo que muitos buscavam o seu próprio prazer e vontade). Creio que no momento que entendermos que não somos os senhores da igreja,e sim o administrador de dons que Cristo concede a Igreja, o próprio povo, cercado de um cuidado pastoral, cuidará de dar vida a Igreja.

Toninho disse...

Creio que as Igrejas brasileiras passam por período de transformações, tanto boas como ruins, mas, é evidente que em grande maioria o que acontece é a morte eclesiastica.

Marcos disse...

Gustavo, a observação é pertinente e sei que Deus se agrada dos ministros que lhe obedecem, caminhando em integridade...